Como usar o flash fotográfico

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Técnicas para fotografia analógica e digital (Parte 2)

Olhos vermelhos
Um problema do uso do flash é a produção de imagens com olhos vermelhos. Quando a luz do flash atinge diretamente a pupila do olho, normalmente as pessoas estão numa zona escura. Nestas condições, a pupila está dilatada pela acomodação visual, fazendo com que a luz do flash entre diretamente na retina refletindo parte do sangue que ali se encontra. Dessa forma, o aparecimento dos olhos vermelhos deve-se à reflexão da própria retina provocada pela dilatação da pupila em ambientes pouco iluminados.
 
Aprenda como evitar os olhos vermelhos numa imagem:
    * Diga á pessoa que não olhe de forma direta para a câmara.
    * Use o flash lateralmente, com cabo de sincronismo, isso vai mudar o ângulo de incidência de luz.
    * Utilize iluminação rebatida em superfície branca ou teto.
    * Torne o ambiente mais luminoso para que a pupila se contraia, diminuindo a intensidade do reflexo vermelho.

As câmeras de hoje já pessuem um recurso especial para eliminar o “olho vermelho“. Consiste em criar dois disparos do flash, no momento em que o obturador é ligado. O primeiro, muito rápido e com menor carga, ocorre antes da exposição. Esse disparo tem um “timing” perfeito para que ocorra o encolhimento da pupila, que normalmente está bem dilatada pela falta de iluminação ambiental.

No instante exato do encolhimento máximo, a foto é realizada pelo segundo disparo do flash, o que torna quase impossível conseguir um ângulo que incida no fundo do olho, e reflita na direção do filme/sensor.

Flash Frontal
A utilização mais normal do flash eletrônico é o do flash direto, acoplado à sapata da câmera, e apontado frontalmente para o assunto. Por outro lado, esta posição normalmente produz sombras indesejáveis, brilho excessivo na pele, e basicamente uma luz dura, clareando o assunto além do ponto desejado e ausência de meios tons. Entretanto há vários meios de controlar este “efeito de artificialidade” produzido pelo Flash:
 
Eliminação de Sombras
 Afaste o assunto a ser fotografado mais ou menos 1,5m do fundo, para que a sombra projetada pelo flash não fique marcada atrás do corpo da pessoa. Esta simples prevenção vai melhorar as suas fotos.

Caso tenha um fio ou cabo de extensão, procure iluminá-lo lateralmente, ou mesmo por cima, para que a sombra não fique diretamente no fundo. Utilize um rebatedor branco de cartolina ou papel alumínio para minimizar sombras.

Se o espaço não permitir que efetue as dicas ditas em cima, procure fotografar o assunto com um fundo escuro, para que absorva a maioria das sombras projetadas pela luz do flash.
 
Flash Rebatido
Muitos dos fotógrafos profissionais dirigem o fecho de luz do flash para o teto ou paredes para obter uma luz difusa, homogénea e com sombras suaves que não aparecerão no fundo. Pode ser utilizado tanto em modo manual, automático ou TTL.

Uma das formas recomendadas da utilização do flash é a de rebatê-lo contra uma superfície branca, no intuito de distribuir e difundir a luz, simulando a luz natural interior.
 
Flash Auxiliar (Flash menor localizado logo abaixo do flash principal)
Com a difusão da técnica do flash rebatido, surgiu um outro tipo de problema. Quando o ângulo de incidência da luz rebatida é muito grande (muito parecido com a luz do sol próximo ao meio-dia), aparecem as clássicas sombras nos olhos, debaixo do nariz e do queixo. Para resolver esse problema, os fabricantes desenvolveram o flash auxiliar.

É um flash menor que fica na posição frontal, e que fornece uma iluminação complementar ao flash principal para remover as sombras das regiões que não apanham iluminação (olhos, debaixo do nariz e do queixo).
 
Flash de Preenchimento ou Luz Mista
É possível combinar a luz do flash com a luz natural como técnica corretiva. Este recurso tem um princípio muito simples, preencher o vazio (de luz) nas sombras. Para tanto, a intensidade de luz do flash deve estar equalizada com a fotometria da luz ambiente. Pode também ser utilizado para criar efeitos de raios de sol, cenas de contra luz, como entardecer ou otimizar brilhos, em dias nublados ou ainda para corrigir o balanço de cores em ambientes com luz artificial.

Redutor de potência
Este recurso suplementar, encontrado nos flashes mais sofisticados vem designado com as potências 1/1 (full – total), 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 etc.

Isto significa que em 1/1 o flash está em carga máxima e na medida em que se reduz esta carga sucessivamente, pela metade, a luz do flash reduz-se no número de pontos equivalentes. Este recurso é muito vantajoso, quando se trabalha a distâncias muito curtas, ou com filmes mais sensíveis, ou ainda apenas para economizar baterias.

Já que as marcas e modelos de Flash estão em constantes melhoramentos, recomendo que leia os respectivos manuais com atenção.

Nas câmeras tipo Hi Tech a redução de potência, é feita no respectivo programa para flash – TTL, acionando-se a respectiva escala de compensação, desde que se utilize o flash indicado pelos seus próprios fabricantes. Alguns modelos originais apresentam esta escala de redução mesmo em modo manual.

Ring Flash ou Flash anular
Existem flashes especiais para curtas distâncias, com pequenas potências que se adequam á fotografia científica ou para documentação, são conhecidos como Ring Flash, utilizado na frente da lente e ligado como um filtro. Este foi criado para situações específicas, para cenas muito próximas, em que a iluminação de um flash convencional não é adequada.

Fotografia médica, dental e macrofotografia são alguns dos campos em que esta técnica é utilizada. Apresenta uma luz difusa, e em alguns dos seus modelos o grau de difusão pode ser controlável. São encontrados em modelos manuais, automáticos e até TTL. No entanto o seu raio de ação é limitado a 1,2m de distância.

Na falta destes flashes, podemos improvisar rebatedores para conduzir o foco de luz diretamente para o assunto a ser fotografado.
 
Utilização do flash em câmeras digitais
Tanto nas câmeras analógicas como nas digitais o flash apresenta o mesmo objetivo, iluminar. Portanto, todas as regras aqui apresentadas são válidas. Mas, dependendo da sensibilidade dos respectivos sensores e dos modelos disponíveis no mercado, há ajustes adicionais a serem efetuados para se obter os melhores resultados.
(Prof. Dr. Enio Leite)

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Como usar o flash fotográfico

20:48 / Postado por Mallu Suzuki / comentários (2)

Técnicas para fotografia analógica e digital (Parte 1)


Flash Canon 430EX II
Os fotógrafos amadores em geral costumam condenar as fotografias tiradas com flash por apresentarem efeitos artificiais. Já o profissional, ao contrário do amador, não o dispensa, e chega a usá-lo até de forma criativa, não deixando nenhuma pista ou evidência da sua utilização, apresentando resultados fantásticos. Para estes profissionais, o uso do flash é tão importante, como o uso de filtro protetor ou parasol.

Já que os filmes de maior sensibilidade comprometem a qualidade e saturação das cores, os profissionais com filmes mais lentos, conseguem “simular” através da criatividade, esquemas de iluminação com flash, cuja imagem final é idêntica ou ainda melhor do que a iluminação do próprio ambiente.

As técnicas a seguir são válidas, tanto para a fotografia analógica, como para a fotografia digital profissional.
Velocidade de Sincronismo

Para usar um flash, seja portátil, acoplado á câmara, de estúdio e outros, temos primeiro de observar a sua velocidade de sincronismo. Este sincronismo refere-se ao intervalo de tempo entre a velocidade do obturador e o disparo do flash. Ambos devem acontecer exatamente no mesmo momento. Para isso, é necessária uma velocidade específica que dispare o flash no exato momento em que o obturador esteja totalmente aberto para atingir o pico máximo de luz.

Caso o manual da sua câmera disser que o sincronismo do flash está regulado para 1/60, e você utilizar uma velocidade mais rápida como 1/125 ou ainda 1/250, a foto não será totalmente capturada, porque a velocidade é muito rápida, e a cortina do obturador estará a tapar parte do filme durante a exposição.

As câmeras manuais mais modernas permitem sincronismo do flash até 1/250. Os modelos High Tech, permitem até 1/800 ou mesmo 1/1000, dependendo do programa. Entretanto, o que importa realmente saber é que a velocidade de sincronismo é a velocidade máxima permitida a utilizar com flash. Esta velocidade, na maioria das vezes, regista apenas a luz enviada pelo mesmo.
Número Guia – Flash Manual

Cada tipo ou modelo de flash tem uma potência, um poder de iluminação. Esta medida tem o nome de número guia, e está indicado no manual do seu flash, para filmes de ISO 100.

Noutras palavras, a luz que parte do flash espalha-se e chega até ao assunto com maior ou menor intensidade. Portanto, sempre que a distância se altera, é necessário alterar o diafragma para uma correta exposição.

Cada flash tem um número guia e uma potência diferente. Para facilitar o utilizador, cada flash vem com o seu respectivo número guia impresso no manual. Ou, com uma tabela de Distancia x Abertura, impressa no próprio corpo ou no visor do flash. Observe-a com cuidado para conseguir a exposição correta.

A tabela é utilizada nas funções MANUAL (M), AUTOMÁTICO (A) ou ainda em TTL do flash. Trabalhar com o flash em manual significa dizer que estamos a utilizar a sua potência máxima, o seu número guia.

Para calcular a abertura adequada a ser utilizada a partir do número guia, caso o seu flash não apresente a tabela impressa é muito simples:

Número Guia (80) ISO 100 = Abertura do Diafragma = f/ 8.
Distância em Metros (10 m)

A técnica do Número Guia é utilizada nos flashes profissionais que não trazem a tabela de Distância x Abertura. Desta forma, consulte o manual e o respectivo número guia para cada sensibilidade de filme.
Flash em Modo Automático

A maioria dos flashes disponíveis no mercado também funcionam em AUTOMÁTICO (A). Estes modelos possuem um tiristor* e um sensor eletrônico que mede a tensão da luz, ou a intensidade do relâmpago a ser enviado de acordo com a distância entre o flash e o assunto a ser fotografado.

Estas indicações geralmente estão em cores diferentes, em função da distância que o assunto se encontra.

Cuidado: cada função de Automático indica uma abertura fixa, e o respectivo raio de ação, as distâncias mínimas e máximas que o sensor pode alcançar! Mesmo nos flashes mais avançados tipo High Tech. Perceba que o modo Automático refere-se unicamente ao desempenho do flash, não havendo nenhuma mediação de exposição por parte da câmara.
Flash em Modo TLL

TTL quer dizer “Through The Lens Metering“, ou “Leitura Através da Objetiva“. A luz passa pela objetiva e chega ao plano do filme, onde é medida por um sensor que mede a luz refletida da própria superfície do filme. Parece complicado, mas a intenção do fabricante é tentar captar o sinal de luz com a maior exactidão possível.

Quando trabalhamos com um flash em TTL, o tiristor* que comanda a função automática é desligado e a intensidade da luz do flash está subordinada á leitura do fotómetro. Desta forma, o sensor fotoelétrico após ter analisado a luz no plano do filme da cena a ser fotografada, vai enviar ao flash, a quantidade de luz necessária para uma exposição normal.

Apesar de teoricamente ser muito prático, já que o fotômetro detecta a quantidade de luz exata que falta para obter uma exposição normal, e comanda o flash para fornecer essa iluminação complementar, este modo só é possível nas câmaras tipo High Tech, em virtude dos contatos periféricos.

Assim, o sistema TTL, está ligado com o fotômetro. Este mede a quantidade de luz disponível, “lê” a distância pelo sistema Auto Focus, e informa o flash da quantidade de luz necessária para complementar à exposição, naquele plano, previamente focalizado. Os modelos High Tech ainda contam com programas de sub ou super exposição para melhor controle dos efeitos desejados.

Por outro lado, o sistema TTL na maioria dos flashes inteligentes atuam como luz auxiliar. Podendo subexpor ou super-expor o assunto. Quando isto ocorrer, utilize a escala de compensação.

*Tiristor é um circuito eletronico que regula tensão. Por exemplo, até algum tempo atrás os produtos eletronicos tinham uma chave, onde regulavamos manualmente a voltagem, para 110 vols, 220 vols, 240 volts. Atuamente, os mensos eletronicos possuem um sistema auto volt, que reconhece e ajusta automaticamente a  sua voltagem.

Os primeiros flashes, anteriores ao sistema TTL, (como os flashes Vivitar 285 HV Como usar o flash fotográfico – Técnicas para fotografia analógica e digital (Parte 1)) operavam com tiristor. A função deste circuito era de reconhecer a tensão, a intensidade de retorno de luz do flash e efetuar sua correção em milésimo de segundos.

(Prof. Dr. Enio Leite)

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